SINOPSE
O espetáculo Corpo Estranho baseia-se na história de vida pessoal dos integrantes do grupo Gira Dança. Relatos verídicos, documentados em uma série de entrevistas, foram o suporte para a montagem da coreografia que é uma narrativa coletiva da vivência e relação com o corpo e com a vida sentimental dos participantes.
O coreógrafo e diretor artístico do grupo, Anderson Leão, concebeu a idéia do espetáculo Corpo Estranho a partir da experiência de convivência coletiva nos últimos 10 anos, anterior à formação do grupo, durante viagens, temporadas de espetáculos e relações de amizade, observando como os bailarinos relacionam-se uns com os outros, suas experiências íntimas e, principalmente, o tabu em torno da sexualidade das pessoas com deficiência física e visual.
“Estranho é quando não se segue padrões da sociedade, passando a sobreviver aos olhos de quem devora tudo que é seu. Então, não sei definir se somos estranhos fugindo da solidão ou encarando a dor de almas vazias. A vida, por mais simples que seja é uma busca movida por um corpo estranho, que habita dentro de nós e desperta ao longo da linha da vida. Cada pessoa, uma vida. Cada vida, um gesto, e por mais que sejam diferentes há algo em comum entre elas. Pode-se não enxergar, mais pode-se sentir ou apenas ser livre para despertar seu próprio corpo estranho. É comum em todas as vidas e que invade nosso interior sem pedir permissão, desencadeando reações que nos fazem muitas vezes refém da nossa própria imaginação. Como é difícil decifrar a imensidão desse corpo estranho que tem os dois lados da moeda e que desde o momento em que nascemos, por mais diferentes que sejamos, somos todos portadores de um corpo estranho chamado amor.”
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