Para exercer o voto responsável é necessário
escolher bem os candidatos
1º Corrupção
O candidato nunca foi acusado de corrupção.
Foi acusado de corrupção, mas as evidências são fracas.
Foi acusado de corrupção e as evidências são fortes.
O candidato foi omisso em relação às denúncias de corrupção.
 

2º Promessas não cumpridas

O candidato nunca prometeu nada.
Prometeu e cumpriu.
Prometeu e não cumpriu, mas deu uma justificativa aceitável.
Prometeu, não cumpriu e não deu qualquer satisfação.  
   
3º Respeito pelo Eleitor  
O candidato pediu seu voto, foi eleito e nunca mais apareceu.  
Pediu seu voto, foi eleito e só apareceu agora às vésperas da nova eleição.
Pediu seu voto, foi eleito e prestou contas do que fez pelo menos uma vez antes do período eleitoral.
Pediu seu voto, foi eleito e prestou contas regularmente.  
   
4º Mau Uso (ou abuso) dos Recursos Públicos  
O candidato, uma vez eleito, empregou parentes em instituições públicas (nepotismo).
Nomeou apenas correligionários (gente do seu próprio partido) para cargos públicos, independentemente da sua competência para desempenhar as funções.
Utilizou órgãos, programas e ações de governo para benefícios privados (pessoais, familiares, de amigos ou partidários).
Usou a máquina pública para se auto-promover.  
Empregou recursos públicos para fins partidários ou privados.  
   
5º Falsidade  
O candidato apresenta como suas as realizações de outras pessoas.  
O candidato atribui culpa a outros por irregularidades em ações que são de sua responsabilidade.
O candidato apresenta números falsos para dizer que é o autor de uma grande realização.
O candidato promete coisas que, evidentemente, não poderá cumprir.  
   
6º Respeito pelas Leis e pelo Processo Democrático  
O candidato cometeu ou foi conivente com algum crime ou irregularidade.
O candidato nomeou ou demitiu pessoas para o serviço público com base em critérios político-ideológicos ou para atender interesses partidários.
Participou de algum esquema ilegal ou ilegítimo para conquistar o poder ou nele permanecer.
Arrecadou ilegalmente recursos para fazer sua campanha (Caixa 2).
Corrompeu ou foi corrompido para manter-se no poder ou para assegurar benefícios para si ou para o grupo ao qual pertence.
   
7º Respeito pelo Estado de Direito  
O candidato violou ou permitiu que fossem violadas liberdades fundamentais dos cidadãos, garantidas pela Constituição Federal.
Pressionou politicamente seus subordinados ou praticou patrulhamento e violação de privacidade.
Promoveu perseguições políticas a pessoas, organizações ou grupos considerados como inimigos.
Apoiou, promoveu, foi omisso ou conivente com movimentos que atuam contra as leis do país.
 
8º Respeito pelas Instituições
O candidato, depois de eleito, praticou fisiologismo (oferecendo ou aceitando cargos ou outros benefícios em troca de apoio ou vantagens para si ou para seu grupo).
Interferiu em outros poderes.
Aceitou a interferência indevida de outros poderes na instituição para a qual foi eleito.
Tentou interferir indevidamente nas organizações do Estado e da sociedade, usando os privilégios do cargo.
 
9º Populismo, Assistencialismo e Clientelismo
O candidato tentou ganhar seu voto oferecendo algum favor ou benefício.
O candidato se diz predestinado a salvar os pobres e fala contra as elites, mas se aproveita secretamente do apoio e do patrocínio delas.
O candidato se identifica, defende e se alia a líderes populistas.  

O candidato desvaloriza as instituições, o parlamento e os partidos, valorizando a sua ligação direta com as massas, para as quais destina ou promete destinar benesses.

O candidato promoveu ou apoiou programas que contribuíram para transformar as populações em beneficiárias passivas e permanentes de programas assistenciais, transformando-as em sua clientela eleitoral.
   
10º Má Gestão da Máquina Pública  
O candidato, uma vez eleito, promoveu o inchamento do Estado, aumentando irresponsavelmente o número de funcionários e de cargos de confiança.
O candidato, uma vez eleito, abandonou bons programas que estavam em funcionamento por serem de administração anterior.
O candidato, uma vez eleito, direcionou os recursos públicos para atender preferencialmente correligionários e aliados.
           
Adaptação do Guia do Voto Responsável publicado pela FIEP em 2006.
   
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