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Como
foi organizado o 3º Tempo
Identificando
uma necessidade na comunidade
Diante da constatação
da presença e proliferação do caramujo-gigante-africano
na região de Natal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) que desenvolve um Programa
para erradicação desse molusco em parceria com a Prefeitura
Municipal de Parnamirim, portanto já conhecendo as dificuldades
no combate à praga e a conseqüência do seu descaso,
procurou o Natal Voluntários para sugerir um mutirão de
conscientização e recolhimento do caramujo em Parnamirim
onde o Programa é considerado modelo e conta com a participação
dos moradores, podendo servir de exemplo para as autoridades de Natal
e outros municípios.
A
Achatina fulica (nome científico do caramujo-gigante-africano)
é uma espécie exótica que foi trazida do continente
africano com a finalidade de estabelecer uma cultura de criação
do molusco no Rio Grande do Norte, visando inclusive o mercado exterior.
A empresa Millennium, que iniciou a cultura do molusco no Estado,
comercializou dezenas de matrizes do caramujo para pequenos produtores
prometendo readquirir os caramujos quando estivessem no tamanho ideal.
Não conseguindo atingir o tamanho definido pela empresa e com
o alto custo e o trabalho na criação dos caramujos,
alguns produtores resolveram se desfazer do molusco abandonado suas
criações.
Hermafrodita, a Achatina Fulica põe em média 500 ovos
por ano e, no Rio Grande do Norte, tem levado apenas 4 meses para
atingir a maturidade sexual, pois encontra no clima litorâneo
as condições ideais para proliferar. Espécie
voraz, alimenta-se de 41 tipos de culturas agrícolas como mandioca,
feijão, entre outros. Alimenta-se sobre árvores e escala
edificações e muros.
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O
caramujo-gigante-africano vem se constituindo como praga agrícola
em mais de 23 Estados brasileiros e encontrou, também
no Rio Grande do Norte, condições ideais para
sua proliferação.
Segundo
Alvamar de Queiroz, Coordenador do Núcleo de Educação
Ambiental do IBAMA, o caramujo-gigante-africano além
de invadir plantações, sobretudo em culturas
agrícolas de subsistência, cultivadas pelos pequenos
agricultores, hospeda o verme causador da angiostrongilíase
abdominal, doença que pode resultar em óbito.
No entanto, desconheço qualquer medida de prevenção,
pelos órgãos competentes de Natal, para conter
a proliferação da praga.
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A contaminação
do verme causador da angiostrongilíase abdominal se dá
pelo consumo direto do caramujo, pelo consumo de vegetais contaminados
e pela manipulação dos caramujos vivos, pois os vermes
podem ser encontrados na secreção produzida pelo animal.
De acordo com a avaliação técnica do IBAMA, o
caramujo-gigante-africano é resistente à seca e ao frio
e sobrevive o ano todo. Seu tamanho pode atingir 15 cm de comprimento
por 8 cm de largura, sendo encontrado em restos de construção
(metralhas, tijolos, madeira), restos de poda de quintais e jardins,
terrenos baldios e locais onde exista lixo orgânico em decomposição. |
Pensando em aprender
com o exemplo do povo de Parnamirim e começar a agir cedo, formando
uma corrente de controle do caramujo e visando cobrar uma política
clara dos órgãos governamentais de Natal para a erradicação
do molusco, o Natal Voluntários decidiu-se pelo combate ao caramujo-gigante-africano
como tema para o 3º Tempo.
Assim, o Natal Voluntários
resolveu postergar o projeto de limpeza dos mangues, que seria tema do
3º Tempo, para combater o caramujo-gigante-africano e conscientizar
a população, sobretudo as autoridades de Natal, para que
sejam implementados Programas para conter a proliferação
da espécie que já se estendia por vários pontos da
cidade. Cidade Satélite, Capim Macio, Nova Parnamirim, Ponta Negra,
Alecrim, Brasil Novo, Nossa Senhora da Apresentação, Nova
Natal e Lagoa Azul são exemplos de bairros e conjuntos onde os
caramujos já surgiram.
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