|
O mangue é
um ecossistema presente em praticamente toda costa brasileira. Desenvolve-se
principalmente no estuário e na foz dos rios onde há
água salobra e local abrigado da ação das ondas.
O mangue, na verdade, é a vegetação existente
no manguezal - embora na maioria das vezes essas duas palavras designem
a mesma coisa.
Animais como
caranguejos, siris, cavalos marinhos, estrelas do mar, peixes e
pássaros podem ser encontrados nos mangues, cuja água
é uma mistura de água doce e salgada chamada salobra.
No mundo existem cinco tipos de mangue: saraíba, caneta,
branco, vermelho e botão, estando os quatro primeiros presentes
no Brasil.
Percebem-se
poucas espécies de vegetação nessas áreas,
até mesmo pela salubridade da água e por ser um ambiente
alagado. A vegetação que consegue adaptar-se a esse
quadro apresenta raízes aéreas, ou seja, essas raízes
ultrapassam a altura da água para obtenção
de oxigênio.
O Brasil ainda
possui a maior extensão de manguezais do mundo. Porém,
uma parte considerável desse importante ecossistema já
foi destruída. Até a década de 70 achava-se
que o manguezal não tinha muita importância, dava-se
muito mais crédito às praias abertas, de areia branca
e água cristalina. Hoje se sabe o quanto o manguezal é
importante para o equilíbrio marinho, pois é nesse
ambiente onde muitas espécies vivem, procriam ou apenas procuram
um local para buscar alimentos.
No Norte do
País, as espessas florestas de mangue apresentam árvores
que podem atingir 20 metros de altura. Na região Nordeste
há um tipo de manguezal conhecido como mangue seco, com árvores
de pequeno porte em um substrato de alta salinidade. Já o
Sudoeste brasileiro apresenta aspecto de bosque de arbustos.
No Rio Grande
do Norte muitas famílias de pescadores tiram seu sustento
dos manguezais. A pesca nesses locais é prática muito
comum. A captura dos caranguejos, que são amarrados em cordões
e vendidos ainda vivos, é uma prática muito freqüente
- sendo esse crustáceo um prato muito apreciado em todo Nordeste.
|